quarta-feira, 17 de abril de 2013

Oi amoreees. Desculpa ter demorado tanto pra postar! Sabe como é né tava em semana de provas. Estudo que nem uma condenada e ainda vou mal então não deu tempo mesmo de postar e além do mais estou me dedicando a novas Ib's também e eu não sei se vocês gostariam que eu postasse elas aqui... Mas enfim, Aqui ta o capítulo 52 V espero que vocês gostem, beijos.

Love Can't Be Feared - Capítulo 52 - Santa Claus Is Coming To Town


Tomei um banho quente e coloquei meu vestido que eu uso todo ano no Natal. Ele é vermelho e verde, listrado, confortável e combinava com o Natal. Mais era óbvio que eu só usava ele essa época do ano. Sai do banheiro e encontrei o Justin vestido de smoking. Homens ficam tão fofinhos vestidos de smoking, não?

Ele veio até mim com seu jeito de malandro e me pegou pela cintura.

-Você está linda.

-Você também.

Nós escutamos um barulho de busina enquanto nos davamos um beijo de leve.

-Deve ser o Harry....

-Você tem certeza que quer fazer isso mesmo?

-É agora ou nunca não?

-É.

Nós descemos as escadas de mãos dadas e vimos todos reunidos na sala.

-Nós voltamos meia-noite! - o Justin gritou enquanto colocava um casaco sobretudo em mim.

-Justin! - a Pattie veio até nós. - ESPEREM!

Nós nos viramos para ela. Ela queria tirar uma fota de nós.
-Mãe, qualé, nós já estamos atrasados!

-Shiu! - ela colocou o flash na nossa cara e sim a foto ficou uma bosta mais é coisa de mãe.

Nós já íamos sair quando...

-Ei! Vocês dois! - nós rimos juntos dando um beijo cada um em uma bochecha dela. - Aproveitem meus anjos!

Nós saimos e fomos em direção ao carro de Harry. E o Justin sentou na frente né, ele nunca me deixaria sentar no lado do Harry por mais que agora ele fosse meu irmão hahha.

-Ele vem também? - o Harry perguntou.

E antes que eu pudesse falar alguma coisa o mal educado retrucou:

-Alguma coisa contra? - eu heim se eu fosse o Justin eu não ficava dando essa bola toda o Harry agora é seu cunhado né mino.

-JUSTIN!

-Não Gabi, tudo bem, foi chato mesmo eu perguntar isso, mais não tem problema nenhum.

-Acho bom mesmo... - quando esse garoto vai levar jeito Deus?

Chegando na casa do Harry já dava pra se esperar né... Filho de empresário rico mesmo...

Um homem bem vestido, magro e jovem atendeu a porta. Deveria ser o mordomo deles, do jeito que o pai do Harry era, ops meu pai, eu não duvidava mais de nada.

-Fred! - o Harry e o homem fizeram um toque.

-Gabi, Justin, esse é Frederico, meu mordomo.

Disse, não? Nós o comprimentamos gentilmente e fomos até a sala de estar onde estavam todos reunidos, minha família... Mais não era ninguém que me conhecesse, eram só primos do papai e tals. Meus avôs por parte paterna haviam morrido e meu pai era filho único. Pelo menos todos eles eram animados....

Uma mulher desceu pelas escadas, ela era muito bonita, usava um vestido vermelho cor de sangue e era rodeada de jóias. Deveria ser a madrasta do Harry, minha madrasta. Eu já havia escutado bilhões de histórias sobre ela e nenhuma era boa... O Harry não suportava ela e parecia que meu pai dava tudo o que ela queria e tudo mais.

Não queria dizer isso aqui, mais quando ela viu o Harry o rosto dela se fechou por completo e ela veio direto para o meu pai. Ela parecia exatamente o tipo de mulher falsa e arrogante.

Nós nos reunimos todos em volta daquela mesa quadrada e grande para celebrarmos a ceia de Natal. Havia um Tender grande no centro da mesa.  A decoração estava magnífica e eu acho que tinha talher até para coçar o bumbum ali hhaaha. E em volta da mesa tinha um monte de comidas gostosas espalhadas. Em uma das pontas estava meu pai, na outra Jade (minh madrasta) e o resto tipo eu sentamos em qualquer lugar. Eu sentei no meio de um lados da mesa, o Harry sentou no meu lado esquerdo e o Justin no meu lado direito. Nós comemos, rindo e conversando, todos estavam bem, menos o Harry, ele nao suportava a presença daquela mulher e eu não podia entender porque, ela não parecia ser tão ruim, não é?

-Posso oferecer a vocês um brinde? - no meio da refeição meu pai se levantou e disse isso. - Bom... Primeiro quero dizer que é uma honra ter todos vocês em minha casa, principalmente você filho e quero que todos vocês disfrutem da casa como se ela fosse de vocês. Então por favor, ergam as taças e vamos brindar um feliz natal!

Todos nós fizemos exatamente isso e logo em seguida batemos palmas e meu pai se sentou. Depois foi a vez da Jade, como já era de se esperar.

-Queridos amigos, nunca pensei que tivesse a sorte de ter o Harry aqui comemorando com nós todos essa ceia de Natal. Fico muito feliz por finalmente você ter aceitado minha relação com seu pai e...

O Harry a interrompeu:

-Só porque eu estou aqui nesse momento não quer dizer que eu tenha te aceitado. O único motivo de eu estar em NY nesse momento é pela Gabi e eu to pouco me fudendo para vocês. Para mim vocês são todos uns falsos que querem causar boa impressão. Agora com licença, eu vou subir para o meu quarto.

Eu já ia me levantar quando o Justin segurou minha perna.

-O melhor é ficar aqui - ele disse baixo.

-Não, o melhor é eu saber o que esta acontecendo.

Me retirei da mesa e subi as escadas em direção ao quarto de Harry. Caralho! Desculpa pelo palavrão! Mais mano o quarto dele era maior que a casa dos Carters! Vi ele jogando
basquete e fui até ele.

-Nem adianta tentar me ignorar - eu já avisei.

Ele parou a bola e veio até mim.

-Eu odeio aquela mulher Gabi, muito.

-Por que? Ela não parece ser tão ruim.

-Esse é o problema "ela não parece". Ela é uma falsa. Tudo que ela quer meu pai aceita como um robô. Ela só se aproveita do meu pai porque ele... - ele falou tão baixo que ninguém teria escutado mais eu escutei.

-Por que ela se aproveita do seu pai Harry?

-Não, nada.

-Harry, me diz, por favor...

-A Jade...

Bem naquele momento alguém entrou no quarto. Era o Justin.

-Gabi, ta ficando tarde, nós precisamos ir.

-Vai indo Justin, eu pego um táxi daqui a pouco.

-Gabi to falando sério, a gente precisa ir - eu vi na expressão dele que não era "porque estava ficando tarde" que a gente precisava ir. Algo terrível tinha acontecido.

-Harry, você se importa?

-Não, claro que não - eu dei um beijo na bochecha dele e o Justin um tchau de longe.

Nós não passamos pela sala, pegamos o elevador que dava direto na porta da casa aonde um táxi estava esperando a gente. O Justin abriu a porta para mim e eu entrei e ele veio atrás de mim logo em seguida. O Bieber falou o endereço para o motorista.

-O que aconteceu Justin?

-Acredita em mim, melhor se você nem saber.

-Justin eu preciso saber!

-Logo que você saiu da mesa a Jade foi para o seu quarto, envergonhada e irritada e a mãe dela foi atrás. Eu não ia ficar ali, então resolvi achar vocês mais essa casa é muito grande e acabei parando ali no quarto da Jade e escutei a conversa delas pela porta.

-EAI JUSTIN?! O QUE ELAS FALARAM?!

-Lembra daquela ex-namorada do Harry (quem não lembra era aquela que havia morrido, Samantha)?

Eu assenti.

-Então, a Jade é a mãe dela! Mas isso todos ali já sabiam, menos a gente. O que ninguém sabia é que foi a Jade que matou a menina.

-O que, como assim?

-Ela não aceitava o namoro deles! E ela ficou simplismente louca, embebedou a filha de propósito, pôs ela para dirigir bêbada, sendo que ela sabia que ela e o Harry tinham brigado e armou para o seu pai atropelar ela. Para que ele se sentisse culpado pela morte da Samantha e dasse de mãe coitadinha para poder casar com ele porque ele é rico!

-Ou seja, tanto o Jake quanto o Harry se sentem culpados pela morte da Samantha e a verdadeira culpada é a Jade?
-Exatamente e mais: o Harry não sabe que foi o pai que a atropelou.

-E o Harry não gosta dela porque ele não apoiava o namoro deles?

-Gabi, você não ta entendendo, é bem pior. A mulher colocou na cabeça do Harry que ele era o culpado! Fez ele até ir para um internato.

-Mas Justin pensa bem! Ele se acha culpado! Ele não odiaria ela assim no meio do nada! Sendo que se "ele" fosse o culpado da morte da Samantha ele teria que tratar a Jade como um anjo, não?

-Isso eu já não sei, mas vai que ser algo que nós teremos que descobrir....

 
 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Love Can't Be Feared - Capitulo 51- And I don't care if I don't get anything. All I need is you right now

-Não, nem passava pela minha cabeça a ideia de "falar com ele". Não, nunca mais. Eu sentia ódio por ele. Sentia, não? Eu não sei, só sei que eu não ia falar com ele. Eu não iria estragar a minha vida. Eu estava com meu melhor amigo e eu ia aproveitar. 

Senti o Harry tocar na minha mão e me conduzir até uma mesa. Meu coração comecou a bater forte. Parecia que ele estava me conduzindo a mesa do meu pai. Até que ele parou. Ele havia me conduzido até a mesa do meu pai.

Ele se levantou e abraçou o Harry.

-Fala garotão! Vejo que você trouxe uma linda moça com você - ele beijou minha mão e o Harry riu.

-É pai, essa é minha amiga, Gabi.

-Gabriela... Nome bonito...

-Obrigada - eu disse.

-Bom, vamos nos sentar, não? - ele disse com um sorriso e eu tentava sorrir junto mas meus lábios impediam.
Eu deveria falar a ele? Deveria? Deveria contar ao Harry? Eles iriam achar que eu estava delirando... Eu não tinha pensado nisso. Eu beijei meu próprio irmão! Meu próprio irmão! Mas o que? Isso não era possível, era? 
Meu copo já estava preenchido com água e eu estendi minha mão para pegá-lo mas quando percebi havia a deixado cair no chão. DESASTRADA! EU TINHA QUE ME ACALMAR! ELES NÃO HAVIAM PERCEBIDO O MEU NERVOSISMO? HAVIAM?


-Desculpa Harry foi sem querer, eu...

-Ta tudo bem Gabi.

-Não, eu sou muito desastrada, me desculpa. - Eu coloquei a mão na cabeça e vi o garçom vindo até a nossa mesa para limpar. - Eu... Eu acho que vou no banheiro, com licença. 

Tranquei a porta e lavei minha cara. Eu tinha que ser forte, eu precisava ser forte naquele momento. Retoquei a maquiagem e voltei para a mesa.

-Adivinha pai?

-O que?

-A Gabi é brasileira, assim como você e a mamãe.

-Ah é? De que cidade você é Gabi? 

-São Paulo...

-Hum... Eu também... São Paulo, que saudades.

Ele fez um sinal para o garçom para que ele viesse até a mesa anotar os pedidos.

-Um...

-Risoto com molho vermelho.

-Para a senhorita?

Ferrou.

-Carter.

Ele abriu um sorriso.

-E um...

-Risoto ao molho branco.

-Para o garoto aqui e um macarrão aos frutos do mar para mim.

O garçom se afastou e meu pai decidiu comentar:

-Carter não é um sobrenome comum no Brasil, não é mesmo?

-É... É que esse é meu sobrenome aqui nos EUA, da família do meu intercâmbio.

-Hum... E qual é seu sobrenome mesmo?

Eu não podia falar, podia? Era a hora, era agora ou nunca.

-Oliveira.

Ele olhou para mim. Estava frustrado por dentro, como se tivesse tido um flash back porém não havia demonstrado. Nós acabamos o almoço e o Harry me levou para casa.

-O convite da ceia de véspera de Natal amanhã em casa ainda esta de pé. O que você acha?

-Eu aceito, gostei do seu pai.

-Sério?

Eu assenti e dei um beijo na bochecha dele.

-Até amanhã.

Entrei em casa e fui direto para o meu quarto. O Justin estava lá, para a minha surpresa, mechendo no Ipad. Quando ele me viu se levantou e veio até mim, me dando um selinho.

-Oi meu amor, como foi?

-Senta aí Justin, eu preciso te falar uma coisa.

Nós sentamos na cama juntos e eu olhei para baixo.

-O que eu vou te falar agora eu nunca falei tão sério na minha vida. Eu estou até com medo mas é sério.

Ele forçou uma risada.

-Gabi, assim você me deixa preocupado. O que houve?

-Eu e o Harry fomos almoçar com o pai dele e o pai dele é meu pai, ou seja eu e o Harry somos irmãos.

Ele ficou mudo, totalmente mudo e se levantou.

-COMO ASSIM GABI? ELE NÃO TE RECONHECEU?

-Não... Eu até falei meu nome e sobrenome para ele e ele não me reconheceu. Ele até teve um Flash Back mais não disse nada...

-Você falou alguma coisa pro Harry?

-Óbvio que não né Justin! Ele iria achar que eu to delirando!

-Até EU acho que você ta delirando!

-E eu não? Justin eu beijei meu irmão cara!

-Você tem certeza absoluta que era ele?

Eu me levantei da cama e fui até a minha mala. Enfiei minha mão no bolso mais fundo e tirei um colar de coração de ouro que havia dentro dele. Era um coracao que meu pai havia me dado, e quando você abria tinha uma foto minha e dele.

-Agora ve isso - eu peguei uma foto de hoje do meu Iphone aonde havia eu o Harry e o meu pai no restaurante.

-Eu não to acreditando! - ele disse.

-Eu topei de ir no jantar com ele amanhã, da véspera de Natal.

-Por que? Você é louca?

-Justin, você não ve?! Ele ta tentando fugir de mim, fugir da obrigação! Tudo bem ele nao me reconhecer me vendo, afinal faz 8 anos que nós não nos vemos, mas eu contando meu sobrenome e tudo mais para ele? É óbvio que ele sabe quem eu sou.

-Não sei não Gabi. Talvez você esteja certa mais acho que você deveria falar com a sua mãe sobre isso.

-Você acha?

-Totalmente.

-É só que eu não sei como! Justin eu to tão confusa! Não sei mais de nada!

Eu coloquei a mão na cara e ele se ajoelhou ao meu lado e logo em seguida me abraçou.

-Eu odeio te ver assim, não fica assim amor, nós vamos resolver isso, você vai ver.

-Como Justin? Eu esperava nunca mais ver ele! Não que ele fosse pai do meu melhor amigo que um dia eu beijei.

-Gabi então não vai amanhã. Escuta o que eu to te dizendo!

-Eu preciso ir Justin, se eu não for .... Eu preciso ir, ok?

-Então eu vou com você sem mais nem menos.

-Você não precisa trabalhar não?

-Amanhã é véspera de Natal Gabi...

-Ué, do jeito que você trabalha, não duvido mais de nada.

-Você ta me zuando Gabriela?

-Talvez, só talvez.

-Hum, - ele foi me deitando na cama e subindo em cima de mim - vamos ver quem vai rir. 

E ele começou a fazer cócegas em mim. Adorava o jeito de mesmo eu estando triste o Justin me alegrava. Depois que ele acabou com o ataque de criancice dele eu finalmente perguntei: 

-Como foi a gravação?

-Pensava que você não queria mais saber do meu trabalho em casa.

-É mais agora eu quero.

-Ah foi bem legal, o Ludacris é legal... A música ta legal... Só que tem uma coisa.

-O que?

-Eu prefiro ficar aqui, agarradinho com você no frio - ele colocou o meu cabelo atrás da orelha.

GEEEEEEENTE QUE LINDO MARAVILHOSO.

-Eu também, mais do que qualquer coisa.

-Aham... - ele começou a me beijar e nós adormecemos abraçados.

quarta-feira, 27 de março de 2013

OOOOI GENTE, ENTÃO COMO VAI SER FERIADO NÃO VAI DAR PRA POSTAR ESSES DIAS MAIS POSTO SEGUNDA COM CERTEZA PRA VOCÊS, BEIJOS

Love Can't Be Feared - Capítulo 50 - Baby I hear melodies when your heart beats



Depois de algumas horas nós chegamos em Nova York. O Justin foi direto pra gravadora com o Fredo e o Scoot e eu e a Pattie ficamos fazendo compras porque afinal era "só" Nova York e a noite nós combinamos de nos encontrarmos em um restaurante para jantarmos juntos. Quando deu umas sete, eu e a Pattie fomos para o tal de restaurante e os meninos ja estavam lá, mas com uma mulher que eu não soube reconhecer quem era do lado do Scoot. Nós comprimentamos todos mas a Pattie já conhecia a mulher. O nome dela era Carin e ela e o Scoot eram namorados. Era uma mulher bem legal e bonita e eu achava que eles formavam um casal super fofo. Logo em seguida chegou um homem com um sorriso super fofo no restaurante e se aproximou da nossa mesa.

-KENNY! - o Justin abraçou ele.

-Fala JB.

Porque chamavam o Justin tanto de JB? Hahah. Sei lá, todos eles eram muito legais e a noite foi realmente muito divertido. Nós ficamos em Nova York dezembro inteiro e íamos passar o Natal lá (faltava apenas 3 dias para o Natal). Nesse mês eu havia falado muito com o Tommy, o Sam, minha família, a Jen, a Le, Brit, Chris, Harry, etc, etc, menos a minha mãe. Eu passava o dia inteiro com o Justin no estúdio e eu estava literalmente apaixonada pelas músicas dele. Eu sabia cantar todas de cor e elas não saiam da minha cabeça. Eu também conheci muitos artistas famosos por causa do Justin mas nenhum deles se comparavam ao Team Bieber (era assim que eles chamavam o pessoal da tour). Eu falei de poucas pessoas do Team Bieber pra vocês mais aqui estão outras: havia o Scrappy que era tipo o cara que arruma as músicas nos shows e tal (não que o Justin fizesse shows por enquanto, ele só tinha algumas apresentações), o Ryan que era o estilista do Justin, a Mama Jan que era professora de canto do Justin, o Dan era o guitarrista, a Alison organizava tudo e muitos outros. Nós éramos como uma família. Não vou mentir, nós trabalhávamos duro. Eu não via o Justin parar um segundo, e isso era ao mesmo tempo bom e ruim. Bom porque ele estava completamente feliz de estar realizando seu sonho e eu estava feliz por ele mas ruim também porque eu me sentia muito sozinha. Como eu disse: eles eram muito legais mas eles trabalhavam muito. E eu, inútil, não tinha absolutamente nada para fazer e acabava sendo entediante. Todos eles se conheciam muito bem e eu era tipo uma intrusa. Não que eles não falassem comigo, mas eu não tinha nenhuma função e me sentia mó excluída (forever alone hahah). Ta, eu to fazendo o maior drama, mas de boa eles ficavam trabalhando até a noite e eu prefiria ficar em casa as vezes. Eu sentia que atrapalhava ele no estúdio. Até que um dia eu recebi uma mensagem do Harry (ele sabia que eu estava em NY): "Oi Gabi, eu estou em NY porque vim passar o Natal com meu pai. Eu sei que você não vai querer passar o Natal com a gente mas mesmo assim você está convidada e nós podemos se ver, não? Te pego amanhã as 11, beijos".

-Quem é? - o Justin que estava sentado ao meu lado da cama perguntou.

-O Harry. Ele está vindo para NY e nós vamos nos encontrar. Você pode ir junto se quiser.

-Gabi, você sabe muito bem o que eu acho de vocês se encontrarem. Eu não quero brigar com você.

-Você sabe que nós dois só somos amigos agora Jus e além do mais faz tempo que eu não vejo o Harry. Eu só vou matar as saudades, ok?

-Então nesse caso eu vou com vocês.

-Ta, tudo bem - eu dei um selinho nele.

O Scooter entrou no quarto. Todos eles já estavam acustumados de pegar a gente se beijando. Afinal o Justin não parava um segundo e quando ficavamos sozinhos eles vinham com mais trabalho. O Scooter se sentou ao lado de nós dois na cama com seu laptop.

-Justin, olha isso - ele mostrou o laptop para o Justin. - O Ludacris aceitou fazer parceria com você em Baby.

-Sério?! - o Justin soltou um sorriso.

-Aham, ele vem amanhã para vocês gravarem.

-Não vai dar, amanhã eu vou sair com a Gabi.

-Justin eu falei com ele, ele só pode vir amanhã ou nunca.

O Justin olhou para mim.

-Você se importa?

-Não... Claro que não... - eu menti.

-Ta, então confirma com ele Scoot.

O Scooter se levantou.

-Ok, e desculpa atrapalhar vocês - ele fechou a porta.

Eu cruzei os braços e comecei a esfoliar a primeira revista que eu achei.

-Não é incrível? O Ludacris querendo fazer parceria comigo?

-Justin eu já to cheia de escutar isso, ok? Eu já escuto o dia inteiro sobre o seu trabalho, não quero escutar agora, tudo bem?

-Como assim Gabi?

-Justin olha para a gente! Agora são exatamente uma da manhã e você ainda ta falando sobre o seu trabalho! Deu, eu quero falar sobre outra coisa!

-Ta, tudo bem, eu não sabia que você ficava irritada.

-É, mais eu fico.

-Então você podia ter me falado, né. Você acha que eu adivinho como?

Eu coloquei a mão na cara e tentei me acalmar. Olhei diretamente para ele.

-Faz assim, não vamos misturar a nossa relação com o seu trabalho se não mais cedo ou mais tarde nós vamos acabar brigando.

-É só que eu acho incrível tudo isso estar acontecendo tão rápido Gabi! E eu queria que você soubesse o quanto eu estou feliz. Eu pensava que você não se importava, desculpa.

Eu beijei ele.

-Você sabe que eu me orgulho de você, que eu te amo, mas por favor a gente podia fugir um pouco disso tudo, ficar só nos dois, sairmos um pouco, não é?

Ele assentiu.

-É, pode ser uma boa ideia.

-Então... Não fica chateado comigo, eu amo te ver feliz, você sabe...

-É, eu sei...

Eu deitei no peitoral dele e nós caimos no sono.

No dia seguinte eu acordei e como era de costume o Justin não estava mais lá. Eu me troquei e olhei para o relógio. Era 10 da manhã. Eu passei o endereço da nossa casa alugada em NY para o Harry e logo em seguida tomei meu café da manhã e exatamente as 11 escutei a campainha tocar. Quando eu vi o Harry quase sufoquei ele de tanto abraça-lo, eu tava morrendo de saudades dele.

-Que casona hein? - foi a primeira coisa que ele disse - Quem diria que o Justin iria ficar famoso em tão pouco tempo...

-Pois é, você quer alguma coisa Harry?

-Não, eu quero sair só. Me encontrei com alguns amigos meus ontem, tava com saudades de NY...

-Você já encontrou seu pai?

-Aham, eu dormi na casa dele ontem e se você não se importa eu tinha combinado de almoçar com ele hoje, você pode ir.

-Claro.. Eu adoraria conhecer seu pai.

Eu e o Harry literalmente matamos todas as saudades. Ficamos fazendo coisas que todos os melhores amigos fazem: compras, bobagens e quando deu 2 da tarde eu e o Harry fomos para o último andar de um prédio super alto e chique pois era lá que ele tinha combinado de se encontrar com o pai.

Eu olhei em volta e acreditem ou não eu vi meu pai sentado em uma das mesas. Por dentro eu estava simplesmente morrendo e ele não me viu graças a Deus. Eu queria sair dali agora naquele momento, não que eu achasse que ele ia me reconhecer mas era muita dor ver ele. Porém pensei nas palavras de Harry. Se eu deixasse ele ali ele não ia almoçar com o pai, ele iria atrás de mim e eles mal se viam... Eu só ia ter que aguentar uma ou duas horas ao lado do meu pai. Não era tão ruim: ele não ia me reconhecer e o pai do Harry iria me distrair, não ia? Eu tinha que aguentar....

sábado, 23 de março de 2013

Love Can't Be Feared - Capítulo 48 -Nowhere But Up


Ele tinha um jeito tímido mas pelo menos parecia ser legal.

-Bom... Você quer uma água ou alguma coisa?

-Água, por favor.

Ele foi até a cozinha e voltou com um copo de vidro preenchido com água até a boca.

-Desculpa o Tommy ter te deixado nessa situação, eu sei que deve ser chato para você chorar na frente de um estranho.

-Ta tudo bem... É até melhor assim.

-O que aconteceu?

-Briga com o namorado.

-Ah, isso é difícil...

-Eu acho que já estou acustumada.

-Como assim?

-Eu não sei, acho que nós dois falamos demais.

-O que ele disse de tão ruim assim?

-Disse que eu era igual a minha mãe.

Ele nao conseguiu se segurar. Caiu numa imensa gargalhada e eu ri também porque sua risada era contagiante.

-Você ta brava com ele porque ele te chamou de velha?!

-NÃO! NÃO É ISSO....

-Cara as mulheres são tão estranhas.

-Ei! Você não ta me deixando falar.

Ele riu.

-Desculpa, - ele soltou uma risada incontrolável - não deu pra controlar hahahahaa.

Eu ri junto.

-Você é daqui?

-Claro, não pareço um garoto de LA?

Eu olhei para ele.

-Parece exatamente o tipo de garoto de LA.

Ele riu.

-Você e o Tommy, se conheceram como?

-Se eu te dissesse você não iria acreditar...

-Por que?

-Ex-namorado...

Ele riu, mas não foi uma risadinha, foi aquela risadona dele.

-Você quer parar de rir da minha cara, faça-me o favor?

-Eu não consigo me controlar sério.

-Da pra perceber... O Tommy ta morando com vocë?

-Não, aqui não é minha casa. É só que eu briguei com a minha mãe e vim passar uns dias aqui na casa do Tommy.

-Ahhhh...

Eu sei lá. Só sei que as horas passaram como se fossem segundos e só sei que eu já estava sabendo tudo da vida do Sam e ele da minha. O Tommy não tinha ido só comprar leite né... Quem fica 3 horas pra comprar leite? Devia ter passado na casa da Michelle. Quando ele voltou me convidou até dormir no quarto de visitas se eu tivesse me sentindo mal, mas eu recusei pois no dia seguinte eu iria para Nova York. Me despidi do Sam e do Tommy e voltei para "casa". Eu já estava me sentindo bem melhor, o Sam havia me dado um monte de conselhos sobre o Justin e eu nem lembrava mais porque eu tava brava com ele.

Chegando lá é como se eu tivesse me perdido numa ilha deserta por 7 anos. Quando parou aquela bobagem de "eu estava tão preocupado" "onde você foi parar?" e tals eu e o Juba finalmente ficamos sozinhos e eles subiram para o quarto.

-Ta frio não? - eu me encolhi perto do Justin.

-Quer chocolate quente? Eu faço pra você

Eu assenti e ele demorou umas 3 horas para fazer aquele chocolate mais finalmente voltou com ele.

Eu dei um gole. Aquilo tava muito bom e ainda tinha umas bolinhas de marshmallow... Cara não sabia que ele fazia chocolate quente tão bem.

-Hmmmm - eu disse colocando a caneca em cima do criado mudo para o meu chocolate esfriar um pouco.

Eu olhei para o Justin e ele não dizia nada.

-Ei! - eu dei um chute nele com o pé - Você não vai ficar assim para sempre, né?

-Eu sou um idiota.

-Ai Justin, deu né... Fui eu que exagerei, você sabe....

-Não Gabi, eu não deveria ter dito aquilo.

-Ai Justin, relaxa por favor... Seu primeiro clipe acabou de lançar, nós estamos felizes... Sem ressentimentos...

-Ta, tudo bem. Olha, ta passando Jogo de Amor em Las Vegas - ele disse.

-Eu disse que todo mundo se apaixona pelo Ashton...

-Eu gostei do filme e além do mais todo mundo se apaixona pela Cameron Dias né....

-Aham, aham, sei....

-Ei Gabi, você demorou. Aonde você tava?

-Na casa do Tommy.

-VOCÊ TAVA NA CASA DAQUELE OTÁRIO?

-Justin, ele é tipo meu melhor amigo, pelo amor de Deus.

-Eu não sei como voce pode dizer isso depois do que ele fez...

-JUSTIN TODO MUNDO ERRA MANO! SÓ TO DANDO UMA SEGUNDA CHANGE PARA ELE E EU TE GARANTO: ELE MUDOU! Ta até com uma namorada...

-Ah esse lance todo é pra te fazer ciúmes, aposto.

-O único que ta com ciúmes aqui é você... Justin vamo parar com isso, tudo bem? - eu sentei em cima das pernas dele - Você é meu namorado, não ele, eu amo você, não ele, entendeu?

-Não... Vamos para um hotel perto daqui para eu entender melhor.

Eu ri.

-Você é ridículo.

Ele riu e foi pegar uma coisa atrás do sofá. Era um violão.  Ele achou a palheta no bolso e colocou entre os dentes enquanto ajustava as cordas do violão. 

-Nova música pro álbum? - eu perguntei.

-Todas músicas para esse álbum já estão feitas. É que já que ta começando o Natal eu fiquei meio inspirado para essa música.

-Qual o nome?

-Mistletoe.

Eu olhei para ele e sorri. Ele começou a fazer uma batida muito legal e a cantar: It's the most beautiful time of the year...... A música era linda. Eu tinha amado e estava cada vez mais imprecionada com o talento do Juba. 

Eu estava anciosa para ir para Nova York com ele. Não só porque essa esperiência é incrível, mais também porque eu sou V-I-C-I-A-D-A com todas as letras em Nova York. Eu mal podia esperar para essa viagem.

A Pattie me acordou no dia seguinte. Pode ate parecer estranho mais a pessoa que eu era mais próxima naquele grupo  sem ser o Justin era a Pattie. Nessas semanas eu e a Pattie ficamos próximas em todos os sentidos. Ela me entendia e era como uma segunda mãe para mim. Ela era realmente especial, e também o tipo de pessoa que você não tem vergonha de chorar na frente. E o principal: ela era muito fofa e engraçada. Nós nos davamos super bem, e isso é completamente estranho porque sabe.... Ela é minha sogra. Todo mundo sempre viu as sogras como uma coisa ruim, pelo menos eu tinha sorte de ter a Pattie como sogra haha.

Todos nós arrumamos nossas malas. Menos o Usher que iria ficar na sua casa e eu fiquei bem decepcionada quando eu soube que o Ryan iria voltar para Stratford. Claro que eu sabia que ele não ia ficar para sempre com a gente mas ele era tão legal, não queria ficar sem ele rsrs. Nós descemos, nos despidimos do Usher e fomos para o aeroporto. O nosso vôo foi antes do do Ryan e sério despedida é uma merda, odeio despedidas. Nessas duas semanas eu tinha ficado próxima a todos eles, não queria me despedir de ninguém. Eu e o Justin sentamos juntos. Eu na janela e ele na ponta. O vôo foi bem longo e é muito chato viajar de avião né.... A comida é ruim, você nao consegue dormir e nao tem nada para fazer. Já o Justin dormiu que nem um bicho preguiça a viagem inteira e eu já ia morrer de tédio ali quando recebi uma mensagem do Tommy: "Gabi, você ta melhor? Esperamos que você esteja bem - Tommy e Sam" awwwwwwn que fofos. "É, eu to bem melhor. Eu e o Justin já estamos de boa e a gente ta indo para NY". "Sério? A gente queria te ver mais aqui em LA...." "É, eu também, mais a gente vai se ver logo, não?" "Claro, mas por enquanto a gente conversa por aqui rsrs" "Rsrs". E foi assim até aquele bicho do mato acordar e ficar conversando comigo haaha.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Love Can't Be Feared - Capítulo 47 - Hey Girl


Eu fechei a porta do quarto e empurrei ele para a cama. Comecei a beijá-lo e nós íamos tirando nossas roupas, rapidamente. Ele foi para cima de mim. Nós dois só gemiamos porque a boca dele não desgrudava da minha. Não dava para nós gritarmos ou respirar direito mas a gente pouco se importava. Ele estava feliz que o primeiro clipe dele tava fazendo sucesso, e eu também, por ele. Eu gostava de ver ele assim, ancioso... O Justin sempre foi perfeccionista então era bom quando as coisas davam certo. Ele finalmente parou de me beijar e foi para o meu pescoço (como era de costume). Ele fazia cada vez com mais força e eu só segurava em sua nuca enquanto eu gritava até que finalmente se deitou no meu lado. Eu sentei de perna de índio na cama e fiz um rabo de cavalo. Podia até estar começando o inverno, mas eu estava morrendo de calor naquele momento. Ele se sentou ao meu lado e me deu um beijo na bochecha:
-Você é íncrivel.
Eu ri.
-Tem certas coisas que você não precisa dizer Justin.
-E tem outras que sim.
Eu dei um soco de leve nele.
-Eu não entendo porque você fica tão irritada.
-Eu não to irritada! Se não eu não teria acabado de fazer sexo com você.
-Você gosta, não é? - ele foi subindo em cima de mim - Eu sei que você gosta - e começou a morder meu lábio enquanto nós dois sorriamos.
Eu o empurrei e subi em cima dele. Nós dois nos olhamos olho a olho e eu dei um beijo nele.
-Eu não poderia ter escolhido um melhor namorado pra mim Justin - eu disse acariciando ele - Eu te amo...
-Eu também, muito - ele disse me pegando pela cintura. -Eu to tão feliz Gabi... Eu batalhei tanto para isso e agora eu to aqui, sendo melhor amigo do Usher, com um single de sucesso e gravando um álbum. Isso parece real?
-Não... - eu dei um selinho nele - mas você merece - eu sai de cima dele e comecei a me vestir.
-Acho tão sem graça quando você começa a se vestir...
-Você deveria ficar feliz por eu tirar a roupa.
-Ah não começa Gabi. A gente não transava a maior tempo e além disso eu sei que você queria também.
-A gente não transava a umas 3 semanas só! E eu to sob efeito de champagne.
-Ta nada, que você só bebeu um gole.
-Já você umas 3 tassas.
-Ta, ta que seja - ele começou a se vestir também.
-Quando é você tudo bem, não è mesmo?
Ele me abraçou por trás.
-Te acho muito petulante...
Eu virei para ele, mordi seu lábio e sussurrei no seu ouvido:
-Eu sei que você gosta - fui andando só que ele me segurou pelo braço e me deu um beijo. Aquele beijo perfeito dele, aquele beijo que me fazia pirar assim.
Eu empurrei ele e nós dois só rindo e mordendo os lábios. Hahahha como a gente era maliciosos. Detesto admitir porém ele me deixava daquele jeito, sei lá.
-Você é que nem sua mãe, sabia? - eu virei para ele tipo "Você não deveria ter dito isso".
-Como assim?
-Ué, você e sua mãe, são iguais.
Eu comecei a ficar meio irritada.
-Justin, deu, tudo bem?
-Que é Gabi? To só comentando.
-Se acha que eu não sei? Que eu fico feliz com você dizendo isso? Minha mãe é um ser de outro mundo. Minha mãe é egoísta, interesseira, só gosta de dinheiro, sem amor no coração...
Ele me interrompeu:
-Gabi, calma. Eu só tava dizendo que você e ela são orgulhosas, nada demais.
-Eu sei exatamente o que você quis dizer, ta bom Justin? - eu sai do quarto batendo a porta.
Ele veio atrás de mim, óbvio:
-Gabi! Espera por favor, eu não quis dizer nada demais!
Eu virei para ele.
-Eu sei. Eu só preciso de um tempo, por favor. Eu acho que é a TPM, sei lá - eu menti.
Eu sai da casa e comecei a andar pela calçada. Eu gostava de andar, eu pensava nos meus problemas, eu gostava de pensar... Eu nem sei porque senti lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Eu chorava, chorava sem nenhuma razão e já estava frio, bem frio. Já era começo de Dezembro. O lado bom é que todas as casas já estavam iluminadas com enfeites de Natal, pelo menos eu não iria me achar tão sozinha. Eu sabia que o Justin não falava por mal, afinal, ele era que nem eu, falava sem pensar. Mas aquilo tinha me magoado, bem no meu ponto fraco. Ele não sabia como aquilo me magoava, claro. O único que sabia era o Harry mas eu n[truncado por WhatsApp]
O único que sabia era o Harry mas eu não me importava. Justin era o único que importava para mim, por isso que doía tanto. Antes que eu percebesse estava nevando, nevando fraco, mas estava e eu já era friorenta. Eu estava meio preocupada, já estava me afastando, mas eu não queria parar. Eu às vezes precisava de um tempo só para mim e esse tempo era agora. Eu parei e me apoiei na cerca daquela casa, que eu nem sabia de quem era. Enfiei minha cabeça nas pernas e ouvi um barulho da porta se abrindo (já que era quase Natal, quando as portas se abriam o sino tocava). Eu não olhei para ver quem era, mas a pessoa me viu.
-Gabi? 
Eu olhei para ele, era o Tommy...
-Gabi o que você ta fazendo aqui? Ta congelando!
Eu levantei e ele me conduziu até a casa dele, me colocando sentada no sofá.
-Você ta bem? - ele disse se agachando perto do sofá me olhando no olho.
Eu assenti.
-Olha eu só vou comprar leite que minha mãe pediu, mas meu primo ta aqui e eu vou pedir para ele ficar com você, ok?
Eu não queria que ele me visse assim, eu não queria que ninguém me visse assim, mas eu só consegui assentir, que nem sempre. Afinal eu mal conseguia falar. Eu estava soluçando muito.
Ele me deu um beijo na testa e gritou:
-Sam! Desce aqui!
Ele desceu e cara fiquei boba.
-Gabi, esse é meu primo Sam. Sam essa é minha melhor amiga do mundo todo, Gabi. Eu vou comprar leite e você cuida dela, já volto.
-Mas... - o Tommy bateu a porta na cara dele o interrompendo e o Sam sentou ao meu lado...