quarta-feira, 27 de março de 2013
Love Can't Be Feared - Capítulo 50 - Baby I hear melodies when your heart beats
Depois de algumas horas nós chegamos em Nova York. O Justin foi direto pra gravadora com o Fredo e o Scoot e eu e a Pattie ficamos fazendo compras porque afinal era "só" Nova York e a noite nós combinamos de nos encontrarmos em um restaurante para jantarmos juntos. Quando deu umas sete, eu e a Pattie fomos para o tal de restaurante e os meninos ja estavam lá, mas com uma mulher que eu não soube reconhecer quem era do lado do Scoot. Nós comprimentamos todos mas a Pattie já conhecia a mulher. O nome dela era Carin e ela e o Scoot eram namorados. Era uma mulher bem legal e bonita e eu achava que eles formavam um casal super fofo. Logo em seguida chegou um homem com um sorriso super fofo no restaurante e se aproximou da nossa mesa.
-KENNY! - o Justin abraçou ele.
-Fala JB.
Porque chamavam o Justin tanto de JB? Hahah. Sei lá, todos eles eram muito legais e a noite foi realmente muito divertido. Nós ficamos em Nova York dezembro inteiro e íamos passar o Natal lá (faltava apenas 3 dias para o Natal). Nesse mês eu havia falado muito com o Tommy, o Sam, minha família, a Jen, a Le, Brit, Chris, Harry, etc, etc, menos a minha mãe. Eu passava o dia inteiro com o Justin no estúdio e eu estava literalmente apaixonada pelas músicas dele. Eu sabia cantar todas de cor e elas não saiam da minha cabeça. Eu também conheci muitos artistas famosos por causa do Justin mas nenhum deles se comparavam ao Team Bieber (era assim que eles chamavam o pessoal da tour). Eu falei de poucas pessoas do Team Bieber pra vocês mais aqui estão outras: havia o Scrappy que era tipo o cara que arruma as músicas nos shows e tal (não que o Justin fizesse shows por enquanto, ele só tinha algumas apresentações), o Ryan que era o estilista do Justin, a Mama Jan que era professora de canto do Justin, o Dan era o guitarrista, a Alison organizava tudo e muitos outros. Nós éramos como uma família. Não vou mentir, nós trabalhávamos duro. Eu não via o Justin parar um segundo, e isso era ao mesmo tempo bom e ruim. Bom porque ele estava completamente feliz de estar realizando seu sonho e eu estava feliz por ele mas ruim também porque eu me sentia muito sozinha. Como eu disse: eles eram muito legais mas eles trabalhavam muito. E eu, inútil, não tinha absolutamente nada para fazer e acabava sendo entediante. Todos eles se conheciam muito bem e eu era tipo uma intrusa. Não que eles não falassem comigo, mas eu não tinha nenhuma função e me sentia mó excluída (forever alone hahah). Ta, eu to fazendo o maior drama, mas de boa eles ficavam trabalhando até a noite e eu prefiria ficar em casa as vezes. Eu sentia que atrapalhava ele no estúdio. Até que um dia eu recebi uma mensagem do Harry (ele sabia que eu estava em NY): "Oi Gabi, eu estou em NY porque vim passar o Natal com meu pai. Eu sei que você não vai querer passar o Natal com a gente mas mesmo assim você está convidada e nós podemos se ver, não? Te pego amanhã as 11, beijos".
-Quem é? - o Justin que estava sentado ao meu lado da cama perguntou.
-O Harry. Ele está vindo para NY e nós vamos nos encontrar. Você pode ir junto se quiser.
-Gabi, você sabe muito bem o que eu acho de vocês se encontrarem. Eu não quero brigar com você.
-Você sabe que nós dois só somos amigos agora Jus e além do mais faz tempo que eu não vejo o Harry. Eu só vou matar as saudades, ok?
-Então nesse caso eu vou com vocês.
-Ta, tudo bem - eu dei um selinho nele.
O Scooter entrou no quarto. Todos eles já estavam acustumados de pegar a gente se beijando. Afinal o Justin não parava um segundo e quando ficavamos sozinhos eles vinham com mais trabalho. O Scooter se sentou ao lado de nós dois na cama com seu laptop.
-Justin, olha isso - ele mostrou o laptop para o Justin. - O Ludacris aceitou fazer parceria com você em Baby.
-Sério?! - o Justin soltou um sorriso.
-Aham, ele vem amanhã para vocês gravarem.
-Não vai dar, amanhã eu vou sair com a Gabi.
-Justin eu falei com ele, ele só pode vir amanhã ou nunca.
O Justin olhou para mim.
-Você se importa?
-Não... Claro que não... - eu menti.
-Ta, então confirma com ele Scoot.
O Scooter se levantou.
-Ok, e desculpa atrapalhar vocês - ele fechou a porta.
Eu cruzei os braços e comecei a esfoliar a primeira revista que eu achei.
-Não é incrível? O Ludacris querendo fazer parceria comigo?
-Justin eu já to cheia de escutar isso, ok? Eu já escuto o dia inteiro sobre o seu trabalho, não quero escutar agora, tudo bem?
-Como assim Gabi?
-Justin olha para a gente! Agora são exatamente uma da manhã e você ainda ta falando sobre o seu trabalho! Deu, eu quero falar sobre outra coisa!
-Ta, tudo bem, eu não sabia que você ficava irritada.
-É, mais eu fico.
-Então você podia ter me falado, né. Você acha que eu adivinho como?
Eu coloquei a mão na cara e tentei me acalmar. Olhei diretamente para ele.
-Faz assim, não vamos misturar a nossa relação com o seu trabalho se não mais cedo ou mais tarde nós vamos acabar brigando.
-É só que eu acho incrível tudo isso estar acontecendo tão rápido Gabi! E eu queria que você soubesse o quanto eu estou feliz. Eu pensava que você não se importava, desculpa.
Eu beijei ele.
-Você sabe que eu me orgulho de você, que eu te amo, mas por favor a gente podia fugir um pouco disso tudo, ficar só nos dois, sairmos um pouco, não é?
Ele assentiu.
-É, pode ser uma boa ideia.
-Então... Não fica chateado comigo, eu amo te ver feliz, você sabe...
-É, eu sei...
Eu deitei no peitoral dele e nós caimos no sono.
No dia seguinte eu acordei e como era de costume o Justin não estava mais lá. Eu me troquei e olhei para o relógio. Era 10 da manhã. Eu passei o endereço da nossa casa alugada em NY para o Harry e logo em seguida tomei meu café da manhã e exatamente as 11 escutei a campainha tocar. Quando eu vi o Harry quase sufoquei ele de tanto abraça-lo, eu tava morrendo de saudades dele.
-Que casona hein? - foi a primeira coisa que ele disse - Quem diria que o Justin iria ficar famoso em tão pouco tempo...
-Pois é, você quer alguma coisa Harry?
-Não, eu quero sair só. Me encontrei com alguns amigos meus ontem, tava com saudades de NY...
-Você já encontrou seu pai?
-Aham, eu dormi na casa dele ontem e se você não se importa eu tinha combinado de almoçar com ele hoje, você pode ir.
-Claro.. Eu adoraria conhecer seu pai.
Eu e o Harry literalmente matamos todas as saudades. Ficamos fazendo coisas que todos os melhores amigos fazem: compras, bobagens e quando deu 2 da tarde eu e o Harry fomos para o último andar de um prédio super alto e chique pois era lá que ele tinha combinado de se encontrar com o pai.
Eu olhei em volta e acreditem ou não eu vi meu pai sentado em uma das mesas. Por dentro eu estava simplesmente morrendo e ele não me viu graças a Deus. Eu queria sair dali agora naquele momento, não que eu achasse que ele ia me reconhecer mas era muita dor ver ele. Porém pensei nas palavras de Harry. Se eu deixasse ele ali ele não ia almoçar com o pai, ele iria atrás de mim e eles mal se viam... Eu só ia ter que aguentar uma ou duas horas ao lado do meu pai. Não era tão ruim: ele não ia me reconhecer e o pai do Harry iria me distrair, não ia? Eu tinha que aguentar....
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